Repensando a pena de prisão.

Ao construirmos novas prisões, o passado se repete como farsa. E já passou da hora de o superarmos. Participe do encontro internacional do CPECC para discutir novas formas de se pensar na prisão.

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Participe do evento organizado pelo CPECC preenchendo o formulário abaixo.

Acusar a prisão de ser uma instituição falida se tornou uma obviedade.

Há pelo menos 50 anos, criminólogos bradam contra essa instituição; professores, pesquisadores e acadêmicos destacam os males que dela decorrem; organizações e institutos não governamentais denunciam os abusos ali ocorridos diariamente – nada disso é novidade.

Longe de ser um problema estritamente brasileiro, a reforma da instituição prisional é uma necessidade mundial, que já trouxe consigo uma série de avanços humanitários desde sua concepção original como instituição de confinamento solitário.

Mesmo assim, continuamos, enquanto sociedade, a cair nos mesmos erros de sempre. Mesmo com as novas tecnologias para o controle, isolamento e segurança, o conceito de prisão permaneceu essencialmente o mesmo, padecendo de um problema ainda atual: elas continuam a ser construídas como originalmente, tanto em tamanho quanto em propósito, de outros tempos históricos.

Ao construirmos novas prisões, o passado se repete como farsa. E já passou da hora de o superarmos.

É com base nesse ímpeto transformador que o Centro de Pesquisa e Extensão em Ciências Criminais (CPECC) da USP receberá, nos dias 14, 15 e 16 de setembro, um grupo de pesquisadores e ativistas internacionais para discutirmos o que pode ser feito em termos práticos para repensarmos a pena de prisão com uma ideia simples, porém poderosa em seus efeitos:

A substituição dos estabelecimentos prisionais para um outro tipo de instituição – de menor escala, diferenciada e integrada à comunidade: os estabelecimentos de detenção.

Se você gostaria de pensar conosco em uma forma de aplicar o que existe de melhor em termos teóricos e práticos na penologia contemporânea à realidade prisional brasileira, participe desse evento (completamente gratuito) e compreenda como a mudança está longe de um projeto utópico; ela já está acontecendo!

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Emilie Adam-Vézina

FARAPEJ

Helene de Vos

RESCALED

Mauricio Dieter

CPECC-USP

Manu Pintelon

De Huizen

Inês Viterbo

APAC Portugal

Cecilia Scarpi

Porticus

Duarte Fonseca

APAC Portugal

Eduardo Alves de Oliveira

FBAC/APAC do Brasil

Programação

Painel 01: A experiência francesa

14.09.2021 - 10h00

Emilie Adam-Vézina FARAPEJ (França), com mediação de Cecilia Scarpi (Porticus)

 

Painel 02: Iniciativa RESCALED

15.09.2021  - 11h30

Helene De Vos (Rescaled), com mediação de Maurício Dieter (USP)

 

Painel 03: Aprendendo com os belgas

16.09.2021 - 10h00

Manu Pintelon (De Huizen – Bélgica), com mediação de Ricardo Alves Krug (CPECC)

 

Painel 04: Trocas entre Portugual e Brasil

16.09.2021 - 17h00

Inês Viterbo e Duarte Fonseca (APAC Portugal) e Eduardo (FBAC/APAC Brasil), com mediação de membro do CPECC/USP

 

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